Havia um velho índio da nação Guarani que já não poderia ir à floresta
a fm de caçar e enfrentar o jaguar, e nem poderia ir à guerra, porque
as pernas não mais o ajudavam.
O índio velho vivia, num canto da cabana. E era cuidado
carinhosamente por uma filha solteira, bonita, que se chamava Yari.
Certo dia, chegou um viajante que foi muito bem tratado pelo ansião
guarani e por sua linda filha Yari. Na hora de dormir, Yari cantou como
uma pomba rola, a fim de que o viajante repousasse no melhor dos sonos.
Quando este despertou, grato, ao reiniciar a caminhada, confessou ser
um emissário do Deus Tupã e quis oferecer como recompensa a seus
hospedeiros o que este lhe pedissem, fosse o que fosse.
O velho guerreiro, pensando na filha, pediu que o mago lhe
desse algo capaz de lhe restituir as forças, para que Yari, livre de
lhe dar cuidados pudesse enfim casar, cobiçada como era pelos valentes
da tribo. O enviado de Tupã entregou então ao velho índio,um rama da
árvore de Caá, para o ancião tirar dele a seiva , beber em infusão de
água e ficar forte de novo, o que aconteceu. E a Yari foi entregue a
divindade dos ervais e o dom de protetora da raça Guarani. A bela
donzela passou, então a ser chamada de Caá -Yari, a deusa da erva mate.
Fonte: Revista Vida Regional
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