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Palmeiras traça estratégia para levantar Arena sem laudos completos

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Com ajuda de dois vereadores, clube paulista elabora termo de responsabilidade e leva até Kassab no fim da próxima semana

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      O Palmeiras já tem uma estratégia para finalmente começar as obras de
      sua nova Arena. Um acordo entre clube e prefeitura está sendo
      costurado nos bastidores com a ajuda de dois vereadores da cidade de
      São Paulo: o presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues, e
      Domingos Dissei. A intenção é convencer o prefeito Gilberto
      Kassab.

      Em uma reunião que deve ser feita no fim da próxima semana, o clube
      levará até Kassab um termo de responsabilidade onde se compromete a
      cumprir todas as exigências em até seis meses. Caso ele aceite, o time
      consegue o alvará de execução e parte da obra poderá começar. Além
      disso, o tempo serviria para que o clube fizesse todos os estudos
      necessários e completasse alguns relatórios de impacto na vizinhança do estádio palmeirense.

      “Tivemos uma reunião com o Palmeiras nos últimos dias. O senhor
      Cyrillo [José Cyrillo, diretor de planejamento] nos mostrou que tem 80% das exigências prontas. O resto são coisas que precisam de um estudo maior e por isso dependem de um tempo. Mas são itens plenamente viáveis de serem cumpridos, todos sabem disso”, disse o vereador Domingos Dissei.

      O fato é que o Palmeiras tem parado diversas vezes em relatórios de
      impacto de vizinhança. Internamente no Palestra Itália, comenta-se que a oposição tem usado a associação de moradores da região como “testa de ferro” para prejudicar o andamento das obras.

      Alguns detalhes do relatório exigido por Kassab são considerados
      inviáveis de serem solucionados a curto prazo pelo Palmeiras, como por
      exemplo, o número de pessoas que circulará pela região em dia de jogos ou o barulho que os carros por perto farão.

      “Eles querem saber até como vai ser o barulho do pneu com o asfalto.
      Querem saber o barulho que pode ocasionar uma queima de rojões. Mas
      esquecem que rojões são proibidos pelo Estatuto do Torcedor”, explica
      José Ciryllo, que ganha o apoio de Dissei quando o assunto é acústica.

      “O relatório questiona o som que será emitido em dias de jogos. Hoje,
      o Palestra Itália é aberto e a ferradura é incompleta, tem um fluxo de
      som perfeito para vazar. No futuro, será coberto, não terá ferradura.
      É evidente que o ruído vai cair substancialmente. Mas eles querem que
      tenha isso em forma de gráfico”, completou Dissei.

      Revoltados com a situação, torcedores do Palmeiras prometem distribuir
      panfletos nos arredores do Pacaembu neste domingo para todos que
      comparecerem ao jogo contra o Cruzeiro. O recado seria para o prefeito, avisando que palmeirense também vota e que ir contra a Arena poderia prejudicar seu futuro político.

    • Fonte Palmeiras traça estratégia para levantar Arena sem laudos completos

       

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