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Tokay - O Orgulho Húngaro!

Acompanhando as recentes notícias sobre a contaminação de rios e da lama, por produtos tóxicos, na Hungria, depois de lamentar o sofrimento das pessoas envolvidas em tal tragédia, meus pensamentos se voltaram em direção aos vinhos húngaros. Torço para que eles não sejam de forma alguma afetados por isso. A Hungria é um país de apaixonados por vinhos. É bem verdade, que a maioria da produção húngara não atinge os padrões de qualidade de seus concorrentes europeus como França, Itália, Espanha e Portugal, mas ainda assim, é impossível negar a paixão que existe ali por essa bebida. No Brasil, há diversos rótulos vindos de lá, mas é preciso “garimpá-los” por aí, não são muito populares - o que é um erro. Recentemente, tive a oportunidade de provar dois tintos e um branco de alta qualidade e ótimos preços, todos provenientes da terra do velho craque da bola – Puskas -, seguramente os leitores mais velhos se lembram de um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. No entanto, atenção! É preciso tomar cuidado na hora de escolher, pois muitos vinhos húngaros não são secos, e sim, suaves.  E não são recomendados para acompanhar as refeições. Infelizmente, lá, como aqui no Brasil, há esse hábito de beber vinhos “docinhos” junto com a comida. Se for para escolher um vinho doce húngaro, vá direto ao lendário Tokay, que é uma preciosidade, e apenas indicado para o momento da sobremesa. Produzido desde o século XVII, é elaborado sempre de maneira tardia, ou seja; a uva permanece no pé, sem ser colhida, até que se torne uma espécie de “passa”, que é atacada por um “fungo nobre” (aszú – para os húngaros), o que faz com que seu teor de açúcar eleve-se acentuadamente. Portanto é um vinho naturalmente doce, é um néctar branco, mas que na verdade assume tons absolutamente dourados. Existem várias classificações entre os vinhos Tokay (Tokaj/Tokaji – na grafia deles) de sobremesa, mas as duas melhores são “ezsencia aszú” e “seis puttonyos”. Um brinde à Hungria, que se recupere logo - saúde!