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Detran vai indiciar 1.880 motoristas beneficiados por um esquema de venda de carteiras de habilitaçãoO Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de São Paulo decidiu indiciar por falsidade ideológica 1.880 motoristas beneficiados por um esquema de venda de carteiras de habilitação. A ação inédita do Detran tem, segundo seu diretor, o delegado Carlos José Paschoal de Toledo, "objetivo pedagógico". Os motoristas são moradores de outros Estados que falsamente declararam ter endereço em Itapevi, na Grande São Paulo.
O endereço era necessário para o candidato à primeira habilitação tirar a carteira na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) da cidade. Além disso, os alunos não compareceriam às aulas teóricas e práticas. A suspeita é a de que até os exames escrito e de direção fossem fraudados com a conivência de funcionários da Ciretran de Itapevi. Há suspeita de que haja também motoristas paulistas envolvidos, mas nessa primeira etapa a investigação se concentrou nos condutores de outros Estados.
"Determinei o envio de cópias da investigação à Corregedoria da Polícia Civil para que as responsabilidades funcionais sejam apuradas", afirmou Toledo. A grande dificuldade em escândalos anteriores - nos quais se suspeitava da venda de mais de 30 mil carteiras no Estado - era obter provas contra cada um dos condutores. Desta vez, o Detran pôs a Divisão de Crimes de Trânsito (DCT) e a Corregedoria do Detran para investigar o caso e pediu laudos periciais para cada carteira expedida com suspeita de irregularidade.
"Bloqueamos as 1.880, pois comprovadamente existem irregularidades na emissão de todas", disse Toledo. Como se trata de primeira habilitação - todas emitidas entre janeiro e junho deste ano -, quando o motorista procurar o Detran de seu Estado para transferi-la ou para renová-la será informado do bloqueio e terá de vir a São Paulo. Será então ouvido e indiciado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



